BATIZADOS CELEBRADOS PELO "BISPO" DE ANAJATUBA PODERÃO SER ANULADOS


(Foto: Reprodução)

Caiu como uma bomba no município de Anajatuba, a informação de que o
bispo do município, Ricardo Breier, se chama Abraão Costa Amaral. Durante anos, o “religioso” vem praticando todos os atos inerentes ao cargo, como batizados, unção dos enfermos, confissão, e outros.
Ocorre que com a notícia da identidade falsa, a Arquidiocese de Itapecuru, que responde pelo município - deverá se pronunciar ao logo da semana sobre o imbróglio, e a tendência é que todos os atos sejam anulados.

FALSIDADE IDEOLÓGICA:
A informação do nome falso foi proferida pelo juiz Jacob Arnaldo Campos Farache, em julho de 2018. Na decisão, o magistrado pede para substituir os nomes nos processos contra o religioso que transitava na Justiça Estadual do Pará.

ESTELIONATO:
Em 2005, o homem que se diz bispo já foi preso acusado de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica em Gurupá, cidade paraense. A prisão ocorreu quando o Ministério Público abriu uma investigação para apurar golpes aplicados por uma quadrilha de estelionatários em estudantes de baixa renda.

A emissão de diplomas falsos acontecia em instituições de ensino ligadas à Icame – Igreja Católica Apostólica Missionária de Evangelização – que atua em várias regiões do Brasil. A igreja serviria para atrair os estudantes.

À época, a Faculdade Pan Americana, em Capanema, no Nordeste do Pará, e a escola Estefib, em Belém, ofereciam cursos de nível superior que não são reconhecidos pelo MEC e ainda emitiam diplomas falsos. O processo contra Ricardo foi arquivado em 2019. Mas antes disso, ele já tinha se instalado em Anajatuba se dizendo bispo.

DENÚNCIA MP:
O caso do bispo deverá ser representado, mediante queixa crime, no Ministério Público anajatubense. Na cidade, em todas as rodas, populares não falam de outro assunto, e evidenciam preocupações com os atos que foram praticados, principalmente os batizados. O desenrolar deste caso será detalhado em novas postagens. Aguardem!

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