Hospital São Luiz adota programa de humanização para pacientes de Covid-19 com arte e presença de familiares

Fantasiada, a assistente social Misleny da Silva e um grupo de voluntários, na leitura dramatizada da carta que a filha do paciente Marcus enviou ao pai na UTI. (Foto: Divulgação)

O processo de tratamento e cura de pacientes vítimas da Covid19 costuma ser marcado pela solidão do isolamento e distanciamento familiar, o que psicologicamente favorece quadros de depressão e angústia.  

No Hospital São Luiz mais conhecido como HSLZ, que presta atendimento exclusivo aos servidores estaduais contribuintes do FUNBEN e sob gestão privada do Grupo Mercúrio, um novo programa começou a ser desenvolvido para humanizar ainda mais o tratamento desses pacientes.

O paciente Marcus André Martins do Santos comemorando a alta da UTI junto a uma equipe multidisciplinar do HSLZ. (Foto: Divulgação)

O novo projeto é executado pelo Grupo de Trabalho de Humanização / GTH do hospital, coordenado pela assistente social Misleny Cátia da Silva. Com o nome de Gestos que Curam, a ideia é levar de forma lúdica e até mesmo artística, as mensagens dos familiares aos pacientes internados. E mais, foi criado um traje especial, tipo um grande jaleco plástico, para que o familiar possa vestir e dar um ”abraço seguro” no seu paciente, sem risco de contaminação para ambos.

“O programa Gestos que Curam visa para levar doses extras de amor aos pacientes. Além do traje especial para o Abraço Seguro, lançamos a leitura dramatizada de cartas que está emocionando não apenas os pacientes que recebem mensagens da família, mas também os colaboradores voluntários de diversos setores que participam dessa leitura dramatizada, emprestando algum talento pessoal como canto ou dramatização para emocionar o paciente e dar mais ânimo nesse processo de cura. Estamos selecionando mais voluntários entre os colegas para que mais pessoas participem e se emocionem junto a cada paciente”, explica Misleny.

Já em casa, Marcus ganhou bolo da esposa e das filhas para celebrar a vitória pela vida. (Foto: Divulgação)

O Diretor Geral Plínio Valério Tuzzolo ressalta que a humanização no atendimento é parte da missão institucional do Hospital, que agora dá mais um passo nesse processo:

“O HSLZ sempre valorizou a humanização do atendimento e agora avançamos ainda mais no tratamento de pacientes da Covid19 com essas novas ações. A humanização faz parte da missão institucional do nosso hospital, e sempre estamos criando novas ações para ampliar esse conceito. Agora com o programa Gestos que Curam, o objetivo é aproximar ainda mais o paciente da sua família além de usar a arte e envolver de forma multidisciplinar nossos colaboradores, que de forma voluntária, emprestam algum talento pessoal como canto, dramatização ou leitura de cartas e poesias para criar um momento lúdico e de emoção a esses pacientes”, diz o Diretor.  

O médico intensivista do HSLZ Dr. Aminadabe Sousa lembra que a proximidade da família é sempre um fator muito positivo para a melhora dos pacientes:

“Está provado cientificamente que o amor e a proximidade da família ajudam muito no quadro geral do paciente e na sua evolução clínica. Como médico vejo essa iniciativa como muito positiva para o nosso trabalho que é de salvar vidas e devolver esses pacientes com saúde às famílias”, reforça o médico.

O médico intensivista Dr. Aminadabe Sousa, a Coord. do GTH Misleny da Silva, o Dir. Geral do HSLZ Plínio Tuzzolo e a Dir. de Enfermagem Beatriz Rosa no lançamento do projeto de humanização Gestos que Curam. (Foto: Divulgação)


Marcus André Martins do Santos de 34 anos foi um dos primeiros pacientes de Covid19 a receber a ação Gestos que Curam. Ele estava internado na enfermaria do hospital quando piorou e precisou ser levado para a UTI, pois sua saturação caiu muito. Lá, quando estava bem fraco e desanimado, ele  recebeu um vídeo gravado por familiares e amigos com palavras de ânimo, além da visita da esposa Priscila e da comitiva de voluntários do Gestos que Curam. A própria assistente social fez a leitura dramatizada da carta de uma das filhas de Marcus. Fantasiada de boneca, e com fundo musical de um saxofone, Misleny repassou ao pai doente as palavras da filha, lembrando o quanto ele era importante na vida dela. Marcus foi às lágrimas e prometeu para a filha que iria se curar e sair do hospital o quanto antes.

E assim aconteceu, depois de 19 dias Marcus teve alta da UTI, e depois de mais nove dias teve alta do hospital e voltou para casa e para sua família. No total ele passou um mês no HSLZ, lutando pela vida.

“Obrigado a Deus e a todos do Hospital São Luiz, vocês foram essenciais para a minha cura. Que Deus continua abençoando vocês fortemente” disse Marcus ao deixar o hospital.

A esposa dele, a funcionária pública Cláudia Priscila Pereira Martins, está convicta de que a ação humanizada do GTH deu mais força ao marido durante a internação:

“Sou muito grata a todos os que acolheram o Marcus e cuidaram dele. Obrigada em especial por aquele momento humanizado, que foi um grande incentivo para ele lutar mais e vencer essa doença” declarou a esposa.

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