Homens e mulheres do jornalismo local e estadual estão há dias sem descanso, muitas vezes sem a estrutura mínima necessária, enfrentando sol forte, calor extremo, mata fechada, matagal denso e terrenos de difícil acesso. Tudo isso movido por um compromisso maior: levar informação com credibilidade, responsabilidade e humanidade.
Radialistas, blogueiros, repórteres, assessores de comunicação, cinegrafistas e comunicadores em geral têm cumprido um papel fundamental. Não apenas informando, mas também ajudando, orientando, acompanhando as buscas e, em diversos momentos, se colocando lado a lado com famílias aflitas, pais e mães que vivem horas de desespero, angústia e incerteza.
O que se vê em Bacabal é uma das maiores coberturas jornalísticas já realizadas no interior do Maranhão. Profissionais experientes e qualificados, alguns deles da capital, São Luís, se deslocaram até a cidade para reforçar a cobertura e garantir que as informações cheguem de forma clara, precisa e responsável a todo o estado e ao Brasil.
O reconhecimento se estende a todos: aos profissionais da comunicação local, que conhecem profundamente a realidade da região; aos comunicadores independentes; aos veículos tradicionais; e também àqueles que, munidos apenas de um microfone, uma câmera ou um celular, muitas vezes com recursos próprios, mantêm um elevado senso de responsabilidade social.
A rotina exaustiva, no entanto, tem cobrado um preço alto. Profissionais da comunicação chegaram a adoecer ou sofrer acidentes durante a cobertura e precisaram de atendimento médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Casos como os de Francisco Wanderson, André Luís e Romarinho evidenciam o desgaste físico e emocional enfrentado por quem permanece na linha de frente da informação.
DESRESPEITO E DESINFORMAÇÃO
Por outro lado, em meio a esse cenário de seriedade e compromisso, uma situação lamentável também vem sendo observada ao longo dos dias. Algumas pessoas que se intitulam criadores de conteúdo têm se aproveitado da tragédia para buscar likes e engajamento nas redes sociais. Além do desrespeito com o caso e com as famílias envolvidas, esse tipo de atitude acaba atrapalhando as investigações e as buscas, comprometendo um trabalho que exige responsabilidade e ética.
NOTA DO EDITOR — Sérgio Carvalho
“Mais do que informar, muitos desses profissionais estão, de fato, ajudando nas buscas, orientando, compartilhando informações úteis e mantendo viva a esperança de um desfecho positivo.
Que esse trabalho seja reconhecido.
Que esses profissionais sejam respeitados.
E que, acima de tudo, a verdade continue sendo o norte dessa cobertura, feita com coragem, empatia e compromisso com a vida. Deus abençoe!”








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