O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e a primeira-dama Eva Curió permaneceram em silêncio durante depoimentos prestados nesta sexta-feira (9) ao Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Eles são investigados por suspeita de participação em um esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias.
As oitivas integram a Operação Tântalo II e envolveram 21 investigados presos, entre gestores, empresários, servidores públicos, vereadores e um ex-vereador. Os depoimentos começaram na segunda-feira (5) e, com exceção de Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, que respondeu a algumas perguntas e negou envolvimento, todos os demais investigados optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Também foram ouvidos a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, e 11 vereadores do município, que prestaram depoimento por videoconferência a partir da Promotoria de Justiça de Santa Helena. As audiências foram conduzidas por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Segundo o Ministério Público, após o encerramento das oitivas, o Gaeco vai analisar as provas e o material apreendido para concluir o Procedimento Investigatório Criminal, com possibilidade de apresentação de denúncia à Justiça.

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