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Os desafios e as vitórias do ensino superior na pandemia

Os estudantes não querem mais adiar o sonho de cursar uma faculdade

(Foto: Ilustração)

A pandemia gerou um cenário de dúvidas, incertezas, adiamento de planos e sonhos para diversas pessoas e também para vários segmentos da economia. Não foi diferente com o segmento do ensino superior. Muitos estudantes abriram mão da inserção ou continuação do curso superior, devido às incertezas causadas pela pandemia.

Reflexo do otimismo que aos poucos volta a fazer parte dos sentimentos dos brasileiros, felizmente essa realidade começou a mudar e muitos estudantes já têm como objetivo para 2021, dar início a um curso superior. É o que apontam estudos recentes, como o realizado pela empresa de pesquisas educacionais Educa Insight, divulgado na última terça-feira, 24 de novembro, pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).

O estudo, realizado com mais de 1.000 pessoas, mostra que brasileiros que estavam adiando os estudos, pretendem retomar os planos nos próximos meses. Essa é uma das conclusões da 5ª fase do estudo "Coronavírus e Ensino Superior: o que pensam os alunos", realizado pela Educa Insight

De acordo com o levantamento, realizado neste mês de novembro, 38% dos entrevistados afirmam querer começar a graduação no começo de 2021, crescimento de 24 pontos percentuais em comparação com a apuração anterior, realizada em julho, com perspectiva sobre o segundo semestre de 2020. Somado a esse maior entusiasmo está a queda da incerteza sobre a decisão, de 38%, em julho, para 26% no contexto atual. 

Apesar do notório e inegável crescimento e qualidade do ensino à distância, para os cursos presenciais, o otimismo se mostrou de maior elevação. Na evolução das fases da pesquisa, a intenção de matrícula registrou índice de 16% em abril, no início da pandemia –, chegou ao patamar de 5% em julho e, atualmente está em 33%. O avanço indica o aumento na confiança na adoção das medidas de biossegurança definidas pelas autoridades e o conforto dos estudantes em retomar as atividades presenciais a partir do próximo ano.

"Isso mostra que o brasileiro está renovando as esperanças e voltando a apostar no seu futuro profissional, a partir da educação. Afinal, esse é um instrumento que transforma vidas”,  avalia a gerente comercial do Centro Universitário Estácio São Luís, Adriana Assis. 

A pesquisa ouviu 1.012 pessoas, entre 17 e 50 anos, que manifestaram interesse em cursar uma graduação presencial ou EAD nos próximos 18 meses em instituições particulares.

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